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Pix e bancos

Caiu num golpe? Guia do que fazer em ordem para reduzir o prejuízo

Agir rápido faz diferença — mas agir na ordem certa faz ainda mais. Veja o passo a passo: do primeiro contato com o banco até o monitoramento semanas depois.

Percebeu que caiu num golpe. O coração acelera, o pensamento trava. O que fazer agora?

Agir rápido faz toda a diferença — mas agir na ordem certa faz ainda mais.

Corte o contato imediatamente

Não tente negociar, não explique que descobriu o golpe, não ameace. Qualquer resposta entrega mais informações e abre espaço para novas tentativas. Bloqueie o número ou perfil e não volte a contato.

Se transferiu dinheiro via Pix

Conteste imediatamente pelo seu banco. O Mecanismo Especial de Devolução (MED) é o recurso do Banco Central para esses casos. Quanto antes acionar, maiores as chances de recuperar o valor.

O MED cobre:

  • Pagamento em site falso
  • QR Code adulterado
  • Transferência feita por engano ou coerção

Acesse pelo app ou canais oficiais do banco — nunca por link recebido por mensagem.

Se você pagou com cartão de crédito

Conteste a compra pelo app ou central do banco emissor. Verifique também faturas anteriores — golpistas às vezes testam valores pequenos antes de cobrar valores maiores.

Se você digitou senha ou código em página falsa

Troque a senha imediatamente em todos os serviços onde você usava a mesma senha. Priorize o e-mail principal — quem tem acesso ao e-mail pode redefinir a senha de tudo.

Ative verificação em duas etapas. Se já estava ativa, recuse qualquer notificação de aprovação que você não iniciou.

Encerre as sessões ativas em outros dispositivos — a maioria dos aplicativos tem essa opção nas configurações de segurança.

Se instalou um aplicativo indicado pelo golpista

Pode ser um malware que permite acesso remoto ao seu celular, captura senhas e altera valores de transferências sem que você veja.

A solução mais segura é restaurar o celular para as configurações de fábrica e recuperar os dados de um backup feito antes da instalação.

Guarde todas as evidências antes de qualquer coisa

Prints, números de telefone, mensagens, comprovantes, links — tudo. Você vai precisar para o boletim de ocorrência, para contestar fraudes e eventualmente para acionar a justiça.

Anote também: datas, horários, nome dos atendentes e números de protocolo de cada contato que fizer com bancos e plataformas.

Faça o boletim de ocorrência

Na maioria dos estados pode ser feito online, pelo site da Delegacia Virtual do seu estado. Inclua todas as evidências que guardou. O BO é necessário para contestar fraudes bancárias, acionar seguros e, se houver furto de identidade, se proteger legalmente.

Avise seus contatos

Se o golpista teve acesso ao seu WhatsApp, e-mail ou redes sociais, vai tentar se passar por você para enganar quem você conhece. Um aviso rápido evita que alguém transfira dinheiro pensando que é você pedindo.

Monitore nos dias e semanas seguintes

  • Revise extratos bancários e faturas de cartão
  • Verifique o Registrato (registrato.bcb.gov.br) para checar contas abertas no seu nome
  • Acompanhe seu score de crédito — queda pode indicar dívidas feitas em seu nome
  • Fique em alerta para novas tentativas: golpistas retornam para vítimas que pagaram

Se não conseguiu resolver sozinho

Você pode:

  • Registrar reclamação no Banco Central (bcb.gov.br)
  • Acionar o Procon do seu estado
  • Consultar um advogado, especialmente em casos de valor alto ou furto de identidade

Fontes úteis