Um boleto falso pode copiar logotipo, valor, vencimento e até seus dados pessoais. Olhar apenas para o papel ou PDF não basta.
A conferência mais importante acontece na tela do banco, antes de você autorizar o pagamento.
Confira quem vai receber
Depois de ler o código de barras ou digitar a linha, o aplicativo mostra o beneficiário. Verifique:
- nome ou razão social;
- CPF ou CNPJ;
- valor;
- data de vencimento;
- descrição do pagamento, quando disponível.
Se você está pagando uma empresa e aparece uma pessoa desconhecida, pare. Se o nome da empresa não for o esperado, não conclua o pagamento.
Cuidado com a origem
Prefira emitir a segunda via entrando por conta própria no aplicativo ou site oficial da empresa. Não use o primeiro link de uma busca sem verificar o endereço e não confie automaticamente em boletos enviados por WhatsApp, SMS ou e-mail.
Também desconfie quando alguém informa que o boleto anterior “deu problema” e manda uma nova cobrança com urgência.
O código de barras falhou?
Uma falha de leitura não prova que o boleto é falso, mas exige mais atenção. Não digite uma sequência recebida separadamente por mensagem. Volte ao canal oficial da empresa e gere outra via.
O cadeado do navegador indica que a conexão é protegida, mas não prova sozinho que o site pertence à empresa correta. Leia o endereço completo.
Paguei um boleto falso
- Avise imediatamente o seu banco pelos canais oficiais.
- Informe também o banco emissor e a empresa que deveria receber.
- Guarde boleto, comprovante, mensagens, e-mails e endereço do site.
- Registre um boletim de ocorrência.
- Acompanhe os protocolos e, se necessário, procure o Procon ou o consumidor.gov.br.
Não apague a conversa por vergonha. As evidências podem ajudar na tentativa de bloqueio e na investigação.
Regra simples
Antes de confirmar, compare o beneficiário mostrado pelo banco com a empresa ou pessoa que deveria receber.
O boleto pode estar bonito. A conta de destino é que revela para onde o dinheiro realmente vai.